Mãe boa = mãe feliz

Mãe boa = mãe feliz

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Quando estou numa fase boa, descansada, feliz, eu encarno a melhor versão de mãe que existe dentro de mim. Paciente, amiga, engraçada, responsável, consequente e amorosa. De fato é bem mais simples ser tudo isso quando se está bem. Difícil é não transferir a energia ruim para os filhos nos momentos de stress, cansaço e frustração.

Essa semana, por exemplo, estou no meu limite. Super cansada. Minha rotina que já não é das mais leves, ficou ainda mais puxada por causa de uma virose brava que meus filhos pegaram. Eles passaram muito mal.  Vou poupar os detalhes para não causar náuseas nos leitores, mas criança doente é aquela coisa: não dorme, faz manha, não quer comer, chora... Agora imagina enfrentar por dias a maratona febre-vômito-diarréia em dose dupla e quase o tempo todo sozinha! Você dá graças à Deus se consegue arrumar 5 minutos para tomar banho. É de deixar qualquer uma louca.

Com todo mundo doente em casa, ninguém foi para escolinha. Minha vida parou. Eu dormi uma média de 4 horas por noite, não tive tempo de tocar meus projetos - o que foi bem chato porque eu estava numa semana especialmemte inspirada -  não fui correr, e encarnei a escrava Isaura aqui em casa. Meu ouvido virou pinico, e de quebra passei todo o tempo preocupada. 

Ontem, minha filha que já está boa há alguns dias, estava fazendo manha para ir dormir. Não vou. Não vou. Não vou - dizia, esperneando apesar do cansaço evidente. Eu pedi, expliquei, argumentei, implorei. Até que teve uma hora em que gritei: "Vai para cama!!!! Eu sou uma pessoa, eu quero descansar, chega!!!"  Ela chorou, fez mais drama ainda e acabou indo para cama com o pai - brigada comigo, com raiva de mim.

A grande m. de gritar com os filhos, mesmo que você tenha razão e mesmo que você quase nunca faça isso, é que 5 minutos depois você já está com a maior dor no coração, se sentindo a pessoa mais descontrolada do mundo. Afinal, seja lá o que os filhos tenham feito, você é a adulta, você que tem que segurar sua onda. Eu não costumo perder o controle e fiquei super triste de ter gritado com ela. Mas sinceramente, eu me perdoei um segundo depois sem pensar duas vezes. Eu não gostaria de ter me descontrolado, mas caramba, coitada de mim também.  Eu sei muito bem qual foi o caminho que os meus nervos percorream até chegar naquele grito. 

Claro que sei que estar passando por uma semana especialmente dificíl, dentro de uma fase punk da minha vida não me dá o direito de gritar com ninguém, muito menos com os meus filhos, mas graças à Deus, tenho suficiente bom senso para enxergar a situação de fora e não me culpar ainda mais. E ter essa perspectiva distanciada, me ajuda também a refletir e evitar que cenas como a de ontem se repitam no futuro.

Eu tenho limites. Esses limites aumentaram muito depois que os meus flhos nasceram. Por causa deles, eu sou muito mais forte do que eu imaginava que pudesse ser. Mas eu não sou a mulher maravilha. 

Depois que essa virose passar, vou cuidar de mim. Cuidar para que eu me sinta bem e feliz. Afinal, só assim eu posso garantir que meus filhos tenham a melhor versão de mãe que eles podem ter.

 

 

 

Dia das mães sincero

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Gata Borralheira Zen

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