Sucesso muito além de notas, troféus e bens materiais

Sucesso muito além de notas, troféus e bens materiais

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Qualquer pai ou mãe quer que seu filho seja bem sucedido na vida. Mas qual é a sua definição de sucesso? A visão tradicional de uma vida bem sucedida tem a ver com boas notas, escolas de prestígio e que eventualmente irão se traduzir em títulos, dinheiro e cargos altos. A psicóloga americana Madeline Levine acha que os pais devem se desapegar desta visão e prega uma criação que foque em um sucesso autêntico. Ela acredita que os pais têm que encorajar os filhos a "se conhecerem e a gostarem de si mesmos", "olharem para o mundo com entusiasmo", "encontrarem um trabalho que seja interessante e gratificante", "encontrarem amigos e parceiros que sejam leais e amorosos" e "alcançarem um sentimento de que contribuem para a sociedade".

Levine escreveu o livro "Teaching your Children well: Parenting for Authentic Success", e abaixo você encontra alguns pontos que a psicóloga considera importantes para criar adultos íntegros, felizes e quem encontrem significado nas suas vidas.

1. Construa bases sólidas

Em vez de agir como decoradores, os pais devem se preocupar com a construção de bases sólidas. O que as crianças precisam não é a cortina certa, o brinquedo incrível, a escola espetacular. O que eles precisam é de uma base sólida. Levine acredita que muitos pais estão perdendo tempo com aspectos "decorativos" da educação das crianças.

2. Passe tempo com os seus filhos

Priorize a horas de lazer, de brincadeira, horas de “não fazer nada" em família. Muitos pais acham que precisam estar constantemente entrando em conversas super profundas com seus filhos, quando na verdade, são nessas horas "vazias" que você aprende a conhecer os filhos.  O que importa é estar com eles. 

3. Estabeleça uma definição pessoal de sucesso

A psicóloga acredita que pais e filhos devem largar essa visão de sucesso "externa" que prioriza a performance e buscar uma visão interna, pessoal, que valorize "curiosidade para aprender e a "maneira como as criança vivem suas experiências".

Em vez de classificar boas notas como êxito e notas ruins como fracasso, mude as perguntas: "Você aprendeu alguma coisa nova com essa prova?" " Como foi fazer essa prova para você?". Encoraje as crianças a olharem para dentro de si mesmas se auto avaliarem. Cada criança tem seu tempo para aprender, é bastante problemático avaliar uma classe ignorando as características únicas dos alunos, comparando os como se elas fossem um grupo homogêneo.

4. Deixe as crianças errarem

Levine acredita que deixar as crianças errarem é uma das coisas mais desafiadoras e contudo mais importantes que os pais podem fazer pelos seus filhos.  Quantas vezes seu filho teve que cair para aprender a andar? Tente se lembrar como foi, ele deu um ou dois passinhos cambaleantes, caiu no chão, olhou imediatamente para você para ver sua reação.  Você com certeza não o recriminou seu filho por ter caído, você sabia que ele precisava cair para aprender.  Você estava alerta, presente e pronto para ajudá-lo caso ele precisasse, mas você não o levantou em todas as vezes que ele caiu.

 Assim é na vida. Se nós não tivéssemos deixado as crianças caírem, elas nunca teriam aprendido a andar. Eles aprenderam porque caíram mil vezes mas como nossa presença e encorajamento, eles levantaram de novo e de novo até que aprenderam. 

5 . Valorize o pontos fortes das crianças

Na vida adulta você não precisa ser bom em tudo, você tem que ser muito bom em uma, duas coisas. Levine considera irreal essa ideia de que as crianças tem que ter notas excelentes em todas as matérias. Como uma criança tivesse que crescer para ser capaz de criar uma estação de tratamento de água no Sudão e ao mesmo tempo ser capitão do time Lacrosse. Em vez de se preocupar demais tentando "consertar" as coisas que as crianças não fazem bem, nós deveríamos focar em desenvolver os pontos fortes. 

6. Não exagere nos elogios

Nós não deveríamos ficar constantemente dizendo para nossos filhos que eles são incríveis. Para a psicóloga, nós não vai desenvolver a auto estima das crianças apenas porque estamos sempre disparando elogios. Auto-confiança vem de competência e para ser competente é necessário treinar, ficar bom. Quando a gente fala demais para uma criança que ela boa nisso ou naquilo, a gente começa a criar uma pressão e uma expectativa em cima dela, e a ideia de não conseguir atender essas expectativas pode ser muito prejudicial. Ou seja, mais uma vez, é importante deixar as crianças agirem, tentarem, errarem e desenvolverem por si próprias um sentimento de realização, de serem capazes.

 

Esse texto é uma compilação de artigos discutindo o ponto de vista desta educadora fantástica. Se você se interessou poder ler mais aqui: 

Beyond Grades and Trophies, Teaching Kids the Definition of Success

Parenting for Authentic Success: A Q & A with Madeline Levine

Raising Successful Children

Madeline Levine

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