As perguntas mais frequentes dos pais de crianças bilingues

As perguntas mais frequentes dos pais de crianças bilingues

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O bilinguismo faz parte da sua casa? Da nossa também! Por isso a gente acha que estas respostas sobre o assunto vão ser super úteis e esclarecedoras pra você como foi para nós! 

1- As crianças não ficam confusas vivendo com duas línguas em torno delas?

A resposta curta é não. As crianças são extremamente sensíveis às diferentes maneiras como as pessoas falam. Mesmo quando só escutam uma língua, muito rapidamente elas percebem as particularidades na forma como os homens e as mulheres falam, nas maneiras educadas ou não de falar, e assim por diante. Para as crianças, o bilinguismo é apenas mais uma diferença na maneira de falar entre as pessoas!

2 - Devemos começar a ensinar duas línguas desde cedo aos nossos filhos?

As coisas mais importantes no desenvolvimento da linguagem são a exposição e a necessidade. Da mesma maneira que a criança está exposta a uma língua a partir do momento em que nasce e vai sentir que precisa da linguagem para interagir com o mundo ao seu redor e então irá aprender esta língua, ela pode ser exposta a dois idiomas, e perceber que precisa se comunicar em duas línguas e também vai conseguir aprender.

3 - Apenas por estarem expostos a dois idiomas desde o nascimento, nossos filhos irão aprender as duas línguas naturalmente? 

Não, mas as crianças são capazes de fazer isso sem nenhuma dificuldade, e não existe nenhuma consequência ruim em estar exposto a duas línguas. O maior desafio é conseguir fazer com que os dois idiomas estejam suficientemente expostos e de forma natural. Na maioria das vezes, uma das duas línguas será de alguma forma “a mais importante". Mas o truque é tentar proporcionar o máximo de oportunidades para que eles utilizem a língua "menos importante”, de um jeito que não seja forçado nem artificial.

4 - O que quer dizer uma língua "mais importante"?

É provável que uma língua pareça mais relevante para a criança pois ela é usada mais frequentemente do que a outra. Por exemplo, na casa de uma mulher americana e um homem turco que falam inglês um com o outro, as crianças vão perceber que o inglês é usado em situações onde o turco não, e ter a impressão de "mais importante”. Se a mesma família muda para a Turquia, as crianças percebem que o turco, agora, é usado em mais situações que o inglês, e a importância muda. Algumas crianças não se importam em usar a língua "menos importante", outras são mais sensíveis e relutam. 

5 - Seria melhor começar a ensinar a segunda língua depois da criança ter um bom começo na primeira língua?

Não, definitivamente não, especialmente em lares bilingues. Apresentar a segunda língua mais tarde é praticamente a garantia de que a criança irá considerá-la menos importante e não vale a pena o esforço. Por outro lado, em algumas situações por exemplo onde uma família inteira está inserida em uma outra cultura (digamos, o casal de coreanos que vive nos Estados Unidos), não há nenhum mal em deixar a exposição das crianças ao inglês vir naturalmente e gradualmente. Ou seja, na sua casa e com a sua família a criança vai começar a vida com o coreano e o inglês virá com a exposição social mas enquanto a família permanece nos EUA e as crianças vão para escolas americanas, não há risco de elas deixarem de aprender inglês. Na verdade, o problema mais comum é o contrário, às vezes a criança rejeita sua língua materna em nome da língua de fora.

6 - Meu parceiro e eu falamos línguas diferentes. Devemos cada um falar para os nossos filhos apenas em nossa própria língua, se queremos que eles sejam bilíngues?

Muitos especialistas recomendam isso. A ideia é que a mãe sempre fale sua própria língua com as crianças e o pai idem. Este é uma excelente sistema para um lar bilíngue bem-sucedido, mas não é a única maneira e às vezes, pode também fracassar. Um grande desafio é o equilíbrio entre as duas línguas.  As crianças precisam ouvir com frequência ambas as línguas e em várias circunstâncias. Se eles escutam a língua menos importante só de um dos pais, eles podem não ter exposição suficiente à língua para desenvolvê-la naturalmente, isso fica especialmente complicado quando pai e mãe entendem a língua "mais importante" e as crianças sentem que simplesmente não é necessário falar a outra língua. Nestes casos é crucial encontrar outras fontes de exposição para a segunda língua. Um grupo de brincadeiras, parentes, amigos ou até uma baby sitter que você possa engajar que só fale a segunda língua com as crianças. O mais importante de tudo é que esta exposição aconteça de forma natural, se a criança percebe que está sendo forçada a alguma coisa esquisita ou embaraçosa, ela irá relutar.  Regras explícitas como definir dias da semana para cada língua podem ser muito difíceis de aplicar e podem criar uma atitude negativa. Além disso, outro problema é a exclusão. Se um dos pais não fala a língua do outro, as crianças vão saber que cada vez que falarem a língua do pai, vão estar excluindo a mãe da conversa. Isso pode tornar as crianças relutantes em falar uma das línguas dos pais quando ambos os pais estão presentes. Numa casa bilíngüe é mais fácil haver êxito se, pelo menos, ambos entenderem as duas línguas. Dessa forma, ninguém nunca é excluído de uma conversa familiar.

7 - Meus filhos costumavam falar a nossa língua em casa muito bem, mas agora que eles estão indo para a escola, eles misturam as duas línguas o tempo todo. O que posso fazer?

Relaxe. Misturar acontece em qualquer ambiente (familiar ou não) em que todo mundo fala as ambas as línguas. Isto não significa que as crianças vão esquecer um idioma e muito menos que não sabem a diferença entre os dois idiomas. Se você repreendê-los por estarem falando em casa a língua da escola, pode criar uma atitude negativa e piorar as coisas. Em vez disso, crie naturalmente situações em que as crianças realmente precisem da língua materna/segunda língua - avós monolíngües são ótimos para isso! Quando eles misturarem, pergunte como é aquela palavra na sua língua. Mesmo que eles venham a ter um outro idioma, que não é o seu, como língua dominante, eles ainda podem perfeitamente ser capazes de falar muito bem a sua língua.

Esta publicação é uma tradução livre do texto “Raising Bilingual Children”, escrito por Antonella Sorace e Bob Ladd.

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