7 perguntas para Poliana Abritta: a apresentadora do Fantástico e mãe de trigêmeos

7 perguntas para Poliana Abritta: a apresentadora do Fantástico e mãe de trigêmeos

Ela nunca se deslumbrou com os holofotes. Quem a conhece, sabe que ela não mudou o jeito determinado, discreto e espontâneo desde que começou no jornalismo da TV Globo há 18 anos. Divorciada, a brasiliense que, por conta da profissão, desde setembro passado mora no Rio, se derrete ao falar do seus maiores orgulhos: os trigêmeos Manuela, José e Guido, de 6 anos. “Ser mãe pra mim era algo fundamental. Eles são o meu maior sonho realizado. Eu não conseguiria viver sem ter meus filhos. Eu desejei muito”, diz a jornalista. Nesta entrevista, ela fala sobre maternidade, a dificuldade para engravidar e a delícia de ter um trio! 

1- Como foi a sua luta para conseguir engravidar?

Eu sei exatamente o que sente uma mulher que tenta engravidar e não esta conseguindo. É um processo muito doloroso. Alguém que nunca passou por isso não tem a menor ideia do quanto é difícil este caminho. Por isso eu me sensibilizo tanto com mulheres que passaram e passam o que eu vivi. Foram muitos anos tentando engravidar sem tratamento. Depois fiz uma investigação profunda pra saber se havia algum problema. Em São Paulo descobri alguns obstáculos, passei por uma cirurgia de endometriose. Durante esta cirurgia, o médico descobriu que uma trompa tinha endometriose e a outra trompa estava “guardada”, como se estivesse numa bolsinha. Fiz inseminação uma vez, e depois a fertilização in vitro com três embriões. A chance era de 2% de os três vingarem... claro que eu saí de lá torcendo pelos três! Quando eu peguei o exame, o número era tão alto que eu sabia que os três tinham vingado. A primeira grande intuição materna que eu tive na vida foi saber a quantidade de filhos que estavam na minha barriga e o sexo deles. Eu disse: são três e são 2 meninos e uma menina. Eu cheguei a apostar com o médico. Eu tinha tanta certeza que não chegou a ser um susto quando tive a confirmação.

2- Como você faz para se dividir entre a mãe e a jornalista? Como não deixar os seus filhos sentirem a sua falta e ao mesmo tempo cumprir com as funções que o seu trabalho requer?

Sentir a minha falta eles já sentiram em vários momentos e vão continuar sentindo, isto é inerente ao ser humano. O que eu sempre deixei bem claro na cabeça deles é que "eu volto", "eu sempre volto". Eu já viajei muito, principalmente na época do programa "Globo Mar" e era difícil. Eu tentava deixar tudo pronto para não faltar nada na minha ausência. Eu deixava a casa abastecida, todos os telefones de contato, recados caso uma tosse começasse, o presente comprado do aniversário do coleguinha no fim de semana. E eu sempre usei a tecnologia para me comunicar com eles, inclusive com videozinhos. O importante é eles terem a segurança do meu amor e que eu volto depois de uma viagem. Às vezes eu saio para um jantar e minha filha fala: “eu vou sentir saudades”. E eu digo: eu também, mas eu volto! É importante não existir culpa. Eu tive filho com 33 anos, eu construí uma historia antes deles. Por isso eu tento ser a melhor mãe dentro do que eu posso.

3- Que tipo de mãe você é: a que delega para as babás ou a que faz questão de fazer?

Uma mãe de trigêmeos aprende a aceitar ajuda sempre, isso não significa que eu estou abrindo mão de cuidar dos meus filhos. Ou seja, eu não sou a Mulher Maravilha. Eu tenho só dois braços, duas mãos, duas pernas e um colo super dividido. Eu tenho ajuda sim, desde que eles nasceram. A mamada era uma loucura, eu precisava de um tempo de descanso para o peito encher de novo. E a gente tinha que administrar a ordem das mamadas. Mas e quando o primeiro da fila estava dormindo? Eu me preocupava em dar o primeiro leite, aquele que tem o colostro, mas tinha que dividir entre os três... eu tive 6 mastites! Hoje eu tenho duas funcionárias em casa. Elas me ajudam com eles. Eu faço o que eu consigo fazer e tem coisas que eu adoro fazer... uma vez por semana eu corto as 60 unhas, eu ajudo no dever de casa (são seis por dia, cada um tem dois). Eu lavo a cabeça deles no banho, mas eles já estão se virando melhor sozinhos. Boto pra dormir, fazendo uma oração e canto umas musiquinhas. Só que a "hora da historinha" não funciona na minha casa na hora de dormir... eu me empolgo muito, viajo nas historias e não dá certo, eles despertam e ficam super pilhados. A Manu dorme num quarto e os dois meninos em outro, dividi os quartos quando eles tinham 5 anos. 

4- Qual a sua maior diversão com seus filhos? 

Atualmente, praia é o dia mais feliz pra gente. Eu acho que é porque é o momento de todo mundo brincar junto... muitas vezes eu tenho dificuldade de me dividir na brincadeira que cada um mais gosta... os meninos tem um gosto, a Manuela outro... e na praia eu consigo brincar com os 3 ao mesmo tempo sem precisar me dividir: a gente joga frescobol, entra no mar, fica pulando onda.

5- O que seus filhos acham do seu trabalho? Como você os educa?

Eles já me perguntaram porque as pessoas ficam querendo tirar foto comigo. Eu explico que as pessoas me vêem na televisão. Eu sempre expliquei que minha profissão é contar historias e agora no Fantástico eles entendem que eu sou apresentadora num programa de TV. Sobre educar, tudo é uma questão de escolha. Se rolar birra, se não cumprir o combinado, existe consequência. Por exemplo: daqui 15 minutos quando o episódio terminar, você tem que vir tomar café, caso contrário quando você chegar da escola não vai ver o programa de tv.

6- Qual a sua válvula de escape quando precisa ganhar fôlego?

Eu tenho meus rituais. E faço exercício, corro. Agora entrei numa aula de alongamento com balé. Assistir um filminho com as crianças na cama (todo mundo embolado) também é um jeito de relaxar do restante do mundo. Você quer saber o meu momento de paz absoluta? Entrar no quarto deles e ficar olhando eles dormindo.

7- O que você faz questão de ensinar para os seus filhos hoje e você acha que vai servir para a vida toda deles?                           

Me preocupo em mostrar para eles que cada um de nós é responsável pela própria vida, que a gente escreve a nossa historia. Não gosto de gente que se "vitimiza". Ter consciência disso acho que é um grande adianto na vida. Mas é o meu amor a maior herança que eles vão ter para sempre. A base de tudo! Ser mãe é o pacote completo, é o amor que eu sinto e o amor que eu recebo. Não existe um amor que se compare. Ser mãe mudou a razão da minha existência.

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