A visita de Loulou - o trabalho voluntário com cachorros em hospitais americanos

A visita de Loulou - o trabalho voluntário com cachorros em hospitais americanos

Minha filha de 5 anos precisou ficar um dia no hospital, o Georgetown University Hospital. Já está tudo bem agora apesar dos momentos tensos. E foi durante esse tempo que eu preciso dividir uma historinha com vocês: a visita de Loulou.

Ela faz parte de um grupo de cachorros na capital americana chamado “National Capital Therapy Dogs”. Uma organização não-governamental que existe há 17 anos e é reconhecida como uma das mais importantes nos Estados Unidos nessa área de terapia por meio dos cães. 

Os donos dos cachorros, todos eles voluntários, se disponibilizam para levar os animais em asilos, hospitais, orfanatos, escolas, centros de reabilitação e bibliotecas. São quase 100 cachorros de diferentes raças. O dono da Loulou, um simpático aposentado chamado John Burrows, me contou que no time tem até um dinamarquês gigante.

Os cachorros recebem treinamento de obediência básica e depois um treinamento específico que dura 6 semanas para aprenderem a se comportar nos locais visitados. Foi impressionante constatar a educação de Loulou. A cachorrinha aguardou pacientemente até que a enfermeira colocasse um lençol para ela subir na cama, ficou quietinha recebendo os carinhos da minha filha e ainda se deixou ser penteada.

“Existem muitas pesquisas que comprovam como os animais podem ajudar em ambientes hospitalares. Os pacientes reduzem o estresse, se sentem mais confortáveis, menos ansiosos”, me disse o dono da Loulou.

Na próxima semana ele me contou que ela já tem um outro compromisso agendado. Numa escola com alunos na faixa etária de 8 anos, dentro de um programa chamado "Reading Education Assistance Dog". E o que Loulou vai fazer? - pergunto curiosa. “As crianças vão ler histórias para ela”, se diverte o dono da cadelinha. Ele explica que este é um eficiente exercício de leitura porque a criança se sente mais confortável e menos constrangida pois vai ler para alguém que não vai rir dela ou julgar a sua atuação. O programa busca dar confiança, motivação e auto-estima para alunos com dificuldades para ler.

Os 15 minutos de Loulou com a gente fizeram a Alice esquecer do choro, da irritação por estar num hospital e do medo do que médicos e enfermeiras poderiam fazer. Loulou cumpriu com o seu objetivo: fez Alice dar boas risadas e deixar o hospital com boas lembranças. Fiquei imensamente grata ao senhor John Burrows e Loulou.

Fabiana Santos é jornalista, casada, mãe de Felipe, de 11 anos, e de Alice, de 5 anos. Eles moram em Washington-DC. Ela é encantada com o envolvimento dos americanos em serviços voluntários. 

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