Mães: vamos parar com os julgamentos!

Mães: vamos parar com os julgamentos!

Todas as mães enfrentam verdadeiros embates pelas suas escolhas: mães que trabalham X as que ficam em casa. Mães que amamentam X mães que oferecem mamadeira. Mães de cama compartilhada X mães de bebê no berço. Mães que engravidam naturalmente X mães que fazem tratamentos de fertilidade ou adotam. 

Eu não me importo de que maneira o seu filho se tornou seu. Certamente eu não me importo se você escolheu o nome da sua filha igual ao da realeza britânica ou se você quis um nome comum, porque você achou que era simplesmente maravilhoso. Eu não me importo se você usa óleos terapêuticos e leva seu filho no homeopata ou se o seu filho é atendido por um pediatra mega conceituado na medicina ocidental.

Eu não me importo se o seu filho passa os dias amarrado ao seu corpo ou se ele ama o balanço do carrinho. Eu não me importo se a escola da sua escolha seja Montessori ou católica. Eu não me importo se você só dá conta de cuidar de um filho, ou se você quis ter tantos que as pessoas perguntam se você vai montar uma creche.

Eu não me importo se o brinquedo favorito do seu filho é uma boneca ou se a sua filha carrega uma espada de super herói. Eu não me importo se você insiste em cortar a carne no prato do seu filho em mil pedacinhos, com medo de que ele engasgue, ou se você entrega uma maçã inteira com casca e tudo para o seu filho de 2 anos de idade, seja ela orgânica ou não.

Eu não me importo se o seu filho nasceu com o auxílio de uma doula numa banheira de água quente ou se você passou por uma cesariana e deixou seu bebê no berçário, enquanto você teve algumas horinhas de descanso para se recuperar.

O negócio é o seguinte: essa coisa de ser mãe é muito difícil, muito cansativa e avassaladora. E eu realmente gostaria que a gente jogasse no mesmo time. Porque afinal de contas estamos todas no mesmo barco. Queria poder dividir com você um tempinho livre, algumas xícaras de café e muitas risadas, e  quem sabe você pudesse me oferecer o mesmo. 

A gente podia conversar sobre nossas diferenças, mas sem precisar transformar o papo numa competição adolescente de, por exemplo, qual mãe se arruma melhor (a propósito, essa eu vou perder com certeza porque atualmente tenho apenas um sutiã e alterno dois pares de calças de moletom, algumas camisetas e uns pares de tênis). Melhor ainda: não vamos ficar falando só sobre as crianças. Que tal? Em vez disso, quais são os seus interesses? No que você se considera boa? O que você quer fazer daqui cinco anos, quando os seus filhos estiveram mais independentes? 

Eu não quero fazer amizade com mães que ficam me enviando artigos sobre educação infantil, que tentam me vender fórmulas milagrosas contra o mau humor dos meus filhos ou que se oferecem para me dar uma aula sobre fraldas de pano. Já está tudo muito confuso por aqui e por aí também. Vamos apenas estar confusas juntas! E vamos todas concordar que não importa como mas cada uma de nós está fazendo o melhor que pode, com o que tem, no momento.

A próxima vez que uma mãe começar uma conversa e você perceber que o assunto está à beira de se transformar numa saia-justa, considere a possibilidade de oferecer a esta mesma mãe um pouco de coragem por meio de um elogio ou considere quem sabe desistir e ir embora. Haverá uma igual a mim, em algum lugar perto de você. Alguém que não sabe de tudo e que quer apenas conhecer outra mãe disposta a deixar cair a máscara e simplesmente ser quem ela realmente é: confusa, imperfeita e feliz.

Esta é uma tradução livre do texto: "Moms, Let’s Stop With The Judging" da escritora americana Rachel Garlinghouse. Aliás, julgamento é um tema que a gente adora aqui no blog! Leia também: "Por que julgamos outras mães?""Pense duas vezes antes de julgar uma mãe" , "Quem você pensa que é para me julgar como pai ou mãe?"

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