10 coisas que eu ingenuamente falava para amigas com filhos, antes de ter filhos.

10 coisas que eu ingenuamente falava para amigas com filhos, antes de ter filhos.

Quem nunca? Engoliu o orgulho e se rendeu a dar razão para todas as amigas com filhos das coisas “sem muita noção” que a gente costuma dizer quando não tem filhos. A Camila já escreveu um texto aqui no blog que é, digamos, um dos nossos carro-chefe e que se você ainda não leu, vale a pena: “Peço desculpas a todas as minhas amigas que tiveram filhos antes de mim”. E nessa linha… a gente traz o ponto de vista de uma mãe americana que fez uma lista de 10 exemplos do que ela dizia por pura ingenuidade na sua fase de solteirice (e que nós traduzimos livremente):

1. Por que você nunca atende o telefone?

Porque no segundo que eu pego o telefone, eu tenho filhos que absolutamente do nada pedem alguma coisa, querem contar uma história, ficam me cutucando ou (até) puxando a barra da minha calça. E se eu simplesmente desistir do telefonema, eles imediatamente se dispersam como formiguinhas até eu tentar usar o telefone novamente.

2. Você não pode simplesmente levar as crianças com você?

Sim se você quiser…

a) esperar até eu conseguir pegar tudo o que preciso, sair do carro, desempacotar tudo, ter um colapso épico porque me dou conta de que é tempo do soninho da tarde, arrumar para ir embora, colocar de volta no carro e ir para casa apenas 15 minutos depois de chegar.

b) falar para você mesma por uma hora, enquanto eu fico perseguindo o bebê que quer engatinhar ou dar seus passinhos.

c) ser continuamente interrompida, porque o meu filho vai querer ficar dizendo: "Oi," depois de cada terceira palavra que você diz.

d) Todas as alternativas acima.

3. Por que você não me visita mais?

É apenas mais fácil ficar na minha casa, minha bolha, meu círculo de segurança, meu domínio, minha fortaleza. Eu confio muito na nossa agenda e na nossa rotina para a minha sanidade mental. Pode parecer até algum tipo de “toque” mas muitas vezes dá mais certo e dá menos trabalho não sair de casa.

4. Você não pode simplesmente arranjar uma babá?

Você diz isso como se fosse fácil, igual a pegar um produto numa prateleira de supermercado. Não só é surpreendentemente difícil encontrar uma babá confiável para três crianças, mas também é difícil encontrar alguém que é mais inteligente do que os meus filhos.

5. Você é tão diferente nos dias de hoje.

É chamado de síndrome de Estocolmo.

6. Por que não vamos nunca sair como costumávamos fazer?

Porque eu tenho filhos, e eles não vão me deixar.

7. O que é tão difícil com crianças que a sua vida social inteira tornou-se esta coisa complicada que me obriga a agendar horário para vê-la?

A maternidade é muito como andar e falar ao mesmo tempo esfregando seu estômago e batendo sua cabeça. Só que em vez de ser a sua cabeça, você está tentando proteger a cabeça de uma criança, que está o tempo todo testando os limites de segurança à sua volta. Além disso, você vive como um malabarista: carregando lanchinhos, fraldas sujas, os copinhos de água e suco e, possivelmente, uma outra criança e um telefone que não vai parar de tocar porque você não vai poder parar para atender.

8. Podemos nos encontrar quando seus filhos forem dormir?

Infelizmente, não. 90% das mães sonham com este momento para simplesmente ficarem sozinhas.

9. Como assim 8 da noite é tarde demais para sair?

Esta é a hora de dormir na minha casa. É também o início do meu tempo de silêncio. Não quero gastar meu tempo quieto em um bar ou restaurante. Eu já comi, fora do horário regulamentar, às 5 da tarde com os meus filhos e quero deitar na cama e assistir qualquer coisa na TV que me distraia um pouco. Sem fazer absolutamente nada, mas simplesmente me maravilhar com o fato de que eu não preciso fazer nada, antes de ter de fazer tudo de novo amanhã de manhã (cedo).

10. Me liga de volta em 10 minutos, OK?

Se por "10 minutos" você quer dizer entre 5 a 12 semanas ... possivelmente. É de novo aquela história de que ao me verem pegar num telefone, meus filhos ligam uma sirene de alerta para me interromperem.

A autora deste texto avisa que as perguntas respondidas servem como sinceras desculpas para as amigas que foram mães antes dela, mas servem também para quem constantemente faz as mesmas perguntas para ela.

E se as escolas ensinassem generosidade?

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