Vamos falar de amamentação

Vamos falar de amamentação

Amamentar os meus dois filhos foi punk. Primeiro porque os dois nasceram prematuros, direto para uma incubadora. Então não teve aquele momento mágico de ir lindamente para o meu peito. Eu enfrentei tudo e todos como uma leoa para conseguir amamentá-los. Briguei na UTI Neo-Natal, tirei o colostro e depois o leite nas minhas madrugadas enquanto eles estavam internados. Enfrentei momentos de dor, angustia, porque como prematuros, eles não me sugavam para que eu produzisse ainda mais leite. O meu sugador oficial no primeiro momento da maternidade foi uma bombinha de leite elétrica. Eu não me importava com nada… eu só queria poder amamentar. Resisti bravamente aquele monte de gente (incluindo família) dizendo “Dá logo uma mamadeira”. Fui uma das primeiras dentro da UTI a introduzir o método da translactação - coisa que na época nem as enfermeiras conheciam. Mas tive na minha retaguarda uma super enfermeira expert - a minha fada do leite - que dizia pra mim: você vai conseguir. 

E eu consegui até mais ou menos os 7 meses de cada um dos meus filhos.

Mas ao contar isso tudo, por favor, eu não me sinto nenhuma heroína. De jeito nenhum. Porque foram muitos os momentos massacrantes. E foram muitos os momentos em que eu pensava que eu NÃO PODIA falhar. Porque o mundo é cruel e das duas uma: ou você vai ser escomungada por ter desistido ou vai ser criticada por ter insistido tanto. Tem gente pra não perdoar nos dois lados desta história. 

É óbvio que como qualquer mãe bem informada eu sabia exatamente a importância do leite materno. Mas ainda assim, nesse vídeo abaixo, do canal “Criar e Crescer”, eu concordo 100% com o ponto de vista da Chris Nicklas. A gente tem que aliviar a pressão sobre as mães que se sentem frustradas. O fato delas não estarem amamentando tranquilamente como aquelas propagandas de aleitamento materno, não as diminui como mães em NADA. Com base no que eu passei eu digo: não se cobre tanto. Ai você vai dizer que isso parece impossível. Talvez até seja. Mas ainda assim, eu preciso repetir: não se cobre tanto. 

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