Ser mãe no México: o que é bom, o que é ruim e o que é mais ou menos

Ser mãe no México: o que é bom, o que é ruim e o que é mais ou menos

Luciana Herrmann é diretora de Comunicação Corporativa para a América Latina de uma grade empresa. Ela vive no México há dois anos. Tem 40 anos, é casada há 8 anos e tem um filho de 3, o Lorenzo. Agradecemos a Luciana pelo seu depoimento. 

O que é bom?

O México é um país muito “família" sendo fácil encontrar muitos lugares e atrações para desfrutar com os filhos. Um dos parques, o Chapultepec, é tão grande e tem tantas coisas dentro que até hoje não terminamos de conhecer. O nosso parque predileto é o Parque Lincoln, que além de ter uma excelente área com muitos brinquedos infantis, fica dentro de uma grande praça, com muita área verde, um lago com barcos de controle remoto para alugar e muitos bons restaurantes em volta. Ou seja, o lugar perfeito para agradar crianças e adultos.

Uma das coisas boas para mães que trabalham fora são as "guarderías" (escolinhas) em período integral (algumas fecham às 8 da noite, inclusive). Além disso, a lei trabalhista permite que você tenha uma pessoa morando na sua casa pra te auxiliar.

Como muitas paulistas, sou louca por um shopping e o que não falta aqui são shoppings com áreas específicas para crianças. Tem um que tem um lago com carpas enormes onde as crianças podem alimentar os peixes e os espaços fechados, do tipo brinquedoteca, são gratuitos.

Algo também muito comum na Cidade do México é a quantidade de restaurantes que possuem um espaço Kids. E sem contar as cidades próximas e praias lindas, que também são excelentes programas para família. Entre elas: Los Cabos, Acapulco, Cancun, Playa del Carmen, San Miguel de Alende, Puebla e Cuernavaca.

O valor que pago para o ensino do meu filho é menos da metade do que pagaria por uma escola de mesmo padrão no Brasil. E isso se vê também no custo de aluguel, supermercado, transporte. 

Uma coisa boa aqui é que muitas farmácias possuem um médico de plantão. Então para coisas mais simples você não precisa marcar consulta e esperar para ser atendido. Você paga um valor, tipo R$ 20 reais, e o médico lhe avalia e lhe dá a prescrição. Se você usa lentes ou óculos, as óticas possuem um oftalmologista e você já sai com óculos quase na hora. Eu também gosto muito dos dentistas daqui: atendem no sábado! Isso tudo para quem tem vida corrida de trabalho é super prático. 

As mães mexicanas, são bastante abertas, simpáticas e prestativas. Meu filho mal começou no colégio e já me colocaram no grupo de mães. Elas se oferecem para dar carona para festinhas infantis, por exemplo. As festas de criança são muitas e sempre bem animadas.

O que é ruim?

O México é muito suscetível a terremotos e recentemente nós passamos pelo segundo pior terremoto do país em um século. Foi uma experiência terrível, dois abalos num mesmo mês, sendo que um foi pela noite quando estávamos em casa e, outro, o mais forte, durante o dia, quando estava cada um em um lugar e, então, foi muita agonia até eu ter certeza de que meu marido e meu filho estavam bem.

O trânsito aqui é terrível. Sim, consegue ser pior do que São Paulo e por duas simples diferenças: a educação e o monitoramento. Para dirigir no México, basta pagar uma taxa e na hora você sai com sua carteira. Ninguém faz nenhum teste! Imagina então a quantidade de maus motoristas que estão pela cidade com um volante nas mãos? E não existem guardas para multar, com isso, não raramente vemos motoristas dando ré em grandes avenidas, fazendo conversão em lugares inimagináveis e também parando no meio da rua, em fila dupla, até tripla muitas vezes.

Entre as partes ruins também vou acrescentar a qualidade do ar, que já é mais rarefeito pela altitude em que estamos com relação ao nível do mar e, como se não bastasse, a Cidade do México é uma das cidades com maior índice de poluição no mundo.

O que é mais ou menos?

Com respeito a segurança, que muita gente pergunta, eu diria que não é nada além do que também já estamos acostumados no Brasil e que vivenciamos. É questão de tomar cuidados e rezar, sempre!

Eu acho a comida muito diferente da nossa. Fazem umas misturas muito esquisitas de macarrão com feijão, abacate em tudo, muito molho e muita pimenta. Por isso, tive que aprender a cozinhar algumas coisas básicas pra manter a nossa culinária em casa.

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