Todo mundo tem uma amizade virtual que se torna real

Todo mundo tem uma amizade virtual que se torna real

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Não é maluco o que a internet pode nos proporcionar hoje em dia? Sim, você sabe que é porque também deve ter uma história virtual. Quem não tem? Pois a minha história virtual com a Camila, que faz o blog junto comigo, começou há sete anos, quando uma amiga compartilhou um texto dela no Facebook. O blog tinha apenas três meses de vida e eu amei o jeito daquela carioca/paulista que morava na Alemanha falar sobre a vida materna. Alguns emails trocados, uma certa desconfiança da parte dela por ir dividindo o espaço com uma desconhecida que morava na América mas logo a coisa engrenou.

Hoje somos duas sagitarianas que trabalham juntas, dividem angústias e alegrias pessoais, cada uma morando num continente e que só se encontraram fisicamente duas (!!!) vezes na vida. Há 5 anos, a Camila veio a Washington passar 2 dias (!) comigo e no ano passado eu e minha família passamos também dois dias na casa dela em Colônia, Alemanha.

Eu brinco que a Camila é a minha alma gêmea intelectual. Eu e ela nos completamos, cada uma com seus pontos fortes e eu tenho certeza: eu não teria virado blogueira se não tivesse encontrado a Camila, e ela provavelmente não teria continuado blogueira se não tivesse me encontrado.

A nossa história profissional se mistura com a pessoal. Foi pra ela, a primeira pessoa que eu liguei quando minha filha teve que fazer uma cirurgia séria de emergência. E ela como me conhece muito bem, foi me acalmando, esteve do meu lado em todos os momentos. E consultava o marido dela que é médico e assim ia me dizendo que tudo que estava sendo feito era o que precisava ser feito. Ela também sabe que pode contar comigo em qualquer momento punk. Que sorte a minha ter uma parceira que completa meus raciocínios, me dá toques para a vida e  me traz inspiração profissional.

Eu sei que muita gente reclama das redes sociais e tem hora que o tanto de mensagens na caixa de um WhatsApp realmente perturba. E é claro que o mundo também tem “haters” que sempre dão um jeito de aparecerem online. Mas pensa bem sobre pessoas bacanas que a internet já lhe trouxe?

Eu tenho amigos nas redes sociais que eu jamais encontrei. Você também deve ter. Pessoas que se aproximam por afinidade, interesse profissional ou por escreverem ou falarem coisas bacanas. E mais: muitos dos meus entrevistados no blog, eu conheço apenas virtualmente e nem por isso deixou de existir sintonia nas entrevistas (as melhores até hoje foram feitas via WhatsApp, imagina?). Com Daniel Becker, o querido pediatra carioca, super parceiro deste blog,  tudo começou com um recado que deixei pra ele no Messenger há 4 anos. Hoje o considero um grande amigo e conselheiro, já conseguimos nos encontrar 2 vezes quando fui ao Rio de Janeiro.

Por causa de um grupo de mães virtual, por exemplo, eu tenho que dar um jeito de conhecer algumas delas pessoalmente. Todas moram em Belo Horizonte e a sensação que eu tenho “convivendo” com elas via Facebook: é que sempre fomos íntimas!

Que século surpreendente este em que amizades conseguem existir e sobreviver verdadeiramente mesmo que o contato físico praticamente não exista. 

Ah… e tem algo mais, sobre a Camila e eu, que sempre nos impressionou: nós fazemos aniversário no mesmo dia. A gente acha isso incrível, daquelas coisas: estava escrito!

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