O que eu não sabia sobre amamentação: a perspectiva do homem

O que eu não sabia sobre amamentação: a perspectiva do homem

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1. Às vezes eles vazam.

Eu achava que os seios eram à prova de tudo. Eu nunca imaginei que quando o bebê chorasse ou quando passasse muito tempo entre as mamadas, os seios da Mel, minha esposa,  começariam a escorrer. Eu comecei a perceber que nada de físico acontece comigo quando meus filhos choram. Na verdade eu acabei ficando irritado, meio frustrado. Mel passou por essas emoções e é realmente incrível que seu corpo estivesse tão em sintonia com o nosso filho que ela respondia fisicamente e emocionalmente.

2. Seios estão para fora a maior parte do dia, mas não são pra mim.

Quando nossa filha começou a engatinhar, Mel e eu brincamos de descobrir de quem ela gostava mais. Nós a sentamos no meio da sala, e então cada um de nós a chamou da cozinha. Nossa filha começou a engatinhar para mim, e a mãe tirou a camisa. De repente, o bebê mudou drasticamente de direção e engatinhou em direção a Mel com a boca aberta. Evidentemente, não havia concorrência. Meu sonho adolescente era ter uma mulher bonita pela minha casa com os peitos para fora. Com a amamentação esse sonho era real, mas aqueles peitos não eram para mim. No fim das contas, foi bom constatar como eles são essenciais para a vida. Já que, como homem, fui submetido por muito tempo a enxergar os seios como nada além da conotação sexual.

3. A amamentação fez com que nosso bebê me odeie.

Durante os três primeiros meses de vida de Aspen, eu era inútil para ela. Na verdade, eu era pra lá de inútil. Eu era odiado. Eu era uma irritação. Se eu olhasse para Aspen por muito tempo, ela chorava.  E nem pense que eu podia abraçá-la! Por que minha filha se sentia assim? Eu acho que é porque eu não tenho leite no peito. Eu não poderia alimentá-la, então pra quê eu servia? Eu me sentia 100% discriminado. 

4. Os mamilos são complicados.

Mamilos rachados, hidratante para os seios, absorventes de mamilo, coletor de leite, soutien de amamentação, bico do seio invertido, mamilos vazando. Há tantas questões envolvendo a amamentação que eu não conseguia acompanhar todas elas! Parte da razão de tudo isso não chega a ser nenhuma surpresa: meus mamilos são tão inúteis como plantas artificiais. Eles dão simetria ao meu corpo e às vezes eles ficam com frio, mas na maior parte do tempo, eu nem os percebo. Eles apenas estão lá no lugar deles. Eu realmente não tinha idéia de que eles poderiam ser tão complexos para uma mulher. 

5. Seios ficam maiores quando eles estão cheios de leite.

Eu deveria imaginar que isso seria óbvio, mas não foi bem assim. Admito que os peitos inchados da Mel tinham uma aparência super bonita. No entanto, eu temia tocá-los porque eu não queria que eles esguichassem na minha cara. Isso criou emoções conflitantes de medo e desejo.

6. A inveja do peito pode existir.

A primeira vez que eu fiquei em casa sozinho com os três filhos, Aspen acordou, começou a chorar, e então tentou me segurar pelos braços. Eu me senti completamente sem valor, e pela primeira vez na minha vida, eu ansiava pelo meu próprio conjunto de seios. Muitas vezes eu olhava para Mel, aconchegando-se com Aspen enquanto ela a alimentava, e ficava realmente com ciúmes.

7. A amamentação em público é controversa.

A primeira vez que fomos jantar fora e Mel amamentou Aspen, as pessoas olhavam para ela como se ela estivesse fazendo xixi em público. Não havia nada de sexual naquilo e, honestamente, eu pensei em tudo que a Mel tinha passado para ensinar a nossa filha a fazer a pega corretamente e dela ser capaz de produzir leite suficiente e, em seguida, quanto tempo tinha levado para ela conseguir amamentar do jeito que queria. Então tudo o que eu conseguia pensar era querer socar aquelas pessoas na cara.

8. As mulheres que amamentam falam muito sobre a amamentação.

Mel conversava muito com as amigas sobre a estratégia de amamentação. A amamentação tornou-se o tema de conversas no jantar e bate-papos. Era sempre o primeiro assunto, e eu vou admitir que no início eu achei isso estranho. Eu já tinha ouvido falar de consultores de lactação, mas eu não entendia por que alguém precisaria de um especialista sobre conselhos para se obter leite do peito. Mas depois de passar algum tempo com Mel como mãe amamentando e vendo as complicações que podem surgir, eu comecei a ver a amamentação e seios em geral como algo muito complicado e maravilhoso. E de tantas maneiras eu estou grato à mãe da minha filha por se desdobrar nessa missão de alimentá-la.

Esta é uma tradução livre do texto original em inglês: "What I didn't know about breastfeeding: a man's perspective".

Clint Edwards é autor de 2 livros de humor sobre pais. Ele é casado com Mel há quase 10 anos e têm 3 filhos, mas só com Aspen é que Mel conseguiu amamentar. Ele moram no estado americano de Oregon. Siga-o no Facebook e no Twitter.

 

 

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