A ginástica para mães com seus bebês

A ginástica para mães com seus bebês

A aula é tão bacana que numa primeira avaliação você pode até pensar que não vai dar certo: fazer ginástica levando junto o seu filho, mesmo ele sendo um bebê de colo. Mas a aula é bem sucedida: você, sua criança e o carrinho de bebê. Mães unidas num único objetivo: cuidar do bem estar físico, sem precisar se preocupar onde o filho vai ficar. E de quebra, ainda fazem uma certa terapia: trocam experiências e se sentem menos sozinhas.

“O melhor de tudo aqui é estar longe de qualquer julgamento e por isso mesmo me sinto super motivada. Estamos no mesmo barco. Então, se um dos meus filhos está com a roupa que sujou de comida, ou começa a chorar, quem está a minha volta vai me entender”, explica Kristin McGonical, mãe de um casal de gêmeos de 11 meses, uma amiga que fiz nas aulas. Sim, ela vai com gêmeos! E eu já vi mães com até 3 filhos na mesma aula. 

Pra quem fica no desespero de pensar “e se meu filho começar a reclamar?”,  tem sempre uma mãe disposta a dar uma mãozinha e pegar a criança um pouco no colo ou mesmo a professora faz isso. Outra amiga que fiz nas aulas, a professora Claire Barry, ama pegar um bebezinho no colo de vez em quando, já que as filhas já cresceram. Ela explica que todas as professoras são mães e precisam fazer um treinamento online que inclui primeiros socorros, os cuidados com cada tipo de exercício, ou seja, todos os procedimentos exigidos para oferecer uma aula segura e eficaz.

É impressionante a animação das mães americanas. Chegam com bebezinhos de semanas e super dispostas. Eu comecei no grupo quando a minha mais nova tinha 6 meses. Uma das regras é manter a criança presa ao carrinho durante todo o período de aula. Depois, elas brincam juntas enquanto as mães conversam.

O local da ginástica vai desde parques e praças públicas até shoppings centers, antes deles abrirem (geralmente entre 9 e 10 da manhã). O que para os shoppings é uma ótima parceria: afinal, as mulheres são potenciais consumidoras depois que a aula acaba. O bando de mães com carrinhos chama a atenção de quem passa por nós. Impossível não achar graça nas mães cantando musiquinha infantil enquanto se exercitam (as músicas divertem as crianças enquanto estão nos carrinhos).

O Stroller Strides- nome do programa - começou nos Estados Unidos em 2001, em San Diego, na Califónia, idealizado por Lisa Druxman. Foi ela quem criou a rotina dos exercícios, que muitas vezes envolve o carrinho dos bebês. Ela estava procurando uma maneira de misturar sua paixão pelo fitness com a maternidade.

Hoje, o programa tem franquias em todo os Estados Unidos. Na região em que eu moro, a dona da franquia, Heather Galladora, deixou de ser professora primária para virar empresária: "Eu trabalho com algumas das mulheres mais inspiradoras e positivas que eu já conheci. E nós conseguimos fazer exatamente o que amamos: ensinar as outras a se amarem e se importarem com elas mesmas num momento tão especial de suas vidas". Ela tem 29 classes por semana, com uma média de 15 mães por classe. O preço das aulas também é um bom chamariz: um valor mais em conta do que uma academia+babá, com direito a aulas de segunda a sábado. 

Eu não sei se no Brasil existe algo parecido. (Se existir, vou adorar saber nos comentários). Mas é que tem tanta praça, praia, parque no Brasil e que poderia ter este tipo de aula. Uma hora de suor com um detalhe irresistível: seu bebê olhando você malhar com aquela carinha derretida (e se chorar ninguém vai te olhar de cara feia, porque mãe sabe que criança chora). E quando eles crescem um pouquinho: eles voltam pra casa e querem imitar os exercícios. Fofo!

Fabiana Santos é jornalista, casada, mãe de Felipe, de 12 anos, e de Alice, de 6 anos. Mesmo não tendo mais criança no carrinho, ela continua fazendo parte do grupo, onde fez grandes amigas. No período de férias, Alice curte as aulas junto com a mãe - e adora cuidar dos bebezinhos.

 

 

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