Um menino se perde na praia e o que o trouxe de volta? Empatia!

Um menino se perde na praia e o que o trouxe de volta? Empatia!

Eu comecei 2018 tendo a palavra EMPATIA bem perto de mim e queria compartilhar com vocês algo que aconteceu comigo no último dia de 2017.

Eu estava feliz da vida de poder comemorar meu primeiro Réveillon na praia... a praia não estava cheia quando cheguei, lotada ela ficou no dia 30 e no dia 31 ela transbordava de gente. Apesar da multidão, havia um clima bem tranquilo e harmonioso.

Quando vou a praia tenho basicamente duas preocupações: filho e sol. Todos os dois controlados, graças a Deus. Mas, de repente, um grupo ao meu redor começou a bater palmas... nesta hora eu gelei. Sim, eu já sabia o que aquilo significava: havia uma criança perdida na praia. Mas ao contrário do que eu já havia ouvido falar, quem estava próximo a mim não era a criança perdida e sim a mãe.

Naquele momento, no último dia de um ano tão tumultuado, eu presenciei o real significado da palavra EMPATIA. Uma praia inteira se colocou no lugar daquela frágil mãe e ajudou a procurar pelo Arthur.

Sabe deixar de lado o que você está fazendo para ajudar um desconhecido? Parece bem mais fácil ignorar, né? Não foi isso o que eu presenciei. Eu vi cerveja esquentando nas mesas, sorvete que começou a ser tomado derretendo, milho deixado de lado, um jogo de frescobol interrompido.....tudo isto porque as pessoas “se colocaram no lugar do outro” e decidiram agir.

A procura foi longa, aproximadamente duas horas. Arthur foi encontrado há mais de 1 km de onde ele estava inicialmente. Estava assustado, mas bem fisicamente. Havia sido encontrado por uma outra mãe, que o levou até o posto dos salva-vidas e claro, ficou com ele até sua mãe chegar.

Quando Arthur foi encontrado, eu também vi uma praia inteira bater palmas... agora de alegria, como se aquele menino também fosse nosso.

Durante as 2 horas de agonia, a palavra EMPATIA ficou martelando na minha cabeça. Sim, é isto, é o que a gente precisa, o mundo precisa. Ninguém queira saber o que Arthur fazia quando se perdeu, de quem era a culpa (se é que existe?), de onde ele vinha. O que todos queriam é que aquela mãe, aquele filho e aquela família também pudessem ter um FELIZ 2018.
Graças a Deus e às centenas de pessoas que se mobilizaram isto foi possível. Esta história me marcou muito. Façamos um FELIZ 2018, com muita EMPATIA!

A autora deste texto, Dalila Faria, é engenheira de Minas, mora em Belo Horizonte, é casada e mãe de Lucas, de 4 anos. Agradecemos à Dalila por nos autorizar compartilhar esta história, que aconteceu na Praia do Forte, em Cabo Frio-RJ.

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