Jamais subestime o sexto sentido de uma mãe

Jamais subestime o sexto sentido de uma mãe

Todas nós sabemos que mulher tem um senso apurado pra sacar coisas que estão a nossa volta. Somos muito mais atentas e sagazes em perceber situações que passam muitas vezes batidas pelos homens. É fato. É também certo o tanto que “mãe” enxerga ou nota comportamentos dos filhos que vão além da percepção das outras pessoas. Um sexto sentido materno que na maioria das vezes tem fundamento.

Resolvi escrever sobre isto baseado no que passei nos primeiros dias deste ano. Meu filho teve uma apendicite que supurou. Uma cirurgia mais comum do que a gente imagina mas, como foi supurada, ou seja, o orgão abriu antes de ser retirado,  precisou de antibiótico. Ele foi liberado pelos médicos para voltar pra casa mas depois de cinco dias da cirurgia eu não via melhora nele em termos de ânimo. Ele ainda sentia dores.

Voltei com ele para o hospital. O médico cirurgião o examinou e achou que estava tudo certo. Pra mim NÃO estava, eu insistia que ele não estava normal. O médico argumentou que ele não tinha febre. Eu rebati dizendo que ele também não apresentou febre quando teve a apendicite. Convenci o médico de que era preciso um exame mais aprofundado, que foi feito. E assim foi constatado com antecedência que houve um pequeno abcesso e então ele foi medicado com mais antibiótico. Sem necessidade de fazer nenhuma drenagem no local (como é comum quando se detecta um abcesso). Ou seja, por conta da minha insistência não houve maiores complicações.

Provavelmente a gente voltaria pra casa, porque, afinal, médico sabe das coisas. Mas o meu ponto é: nunca subestime o que pensa uma mãe. E eu não estou dizendo só em questões de saúde. Afinal de contas, se você é uma mãe presente e atenta, você é a pessoa que mais conhece o ser que você cria.

Não quero aqui criar um alarde do tipo: faça marcação cerrada em tudo. É claro que a gente não dá conta de jeito nenhum para ter todas as certezas do mundo. (Detalhe importante: não estou falando que temos bola de cristal!). Mas apenas fique atenta quando o seu coração estiver lhe apontando algo. 

Ah… e sobre apendicite: aprendi algumas coisas que eu ainda não sabia e agora estou espalhando para todas as minhas amigas:

A apendicite (inflamação do apêndice) é mais comum de ocorrer na faixa dos 10 anos aos 20 e poucos anos. O diagnóstico pode confundir. No caso do meu filho, num primeiro momento, ficaram insistindo que se tratava apenas de uma gastroenterite porque além de não ter febre, ele sentia dor na barriga mas não sentia uma dor aguda quando os médicos apalpavam o lado direito inferior da barriga dele (local do apêndice). É porque em alguns casos, me explicou o meu querido pediatra do Brasil, Eduardo Barbosa, o apêndice está numa região escondida do corpo e o toque na barriga não alcança o local do apêndice.

O melhor mesmo é fazer exames como ultrassom ou tomografia para tirar a dúvida. Os exames podem comprovar se o apendice está inflamado e assim, precisa ser retirado. A cirurgia é bem simples, feita por laparoscopia na maioria dos casos e a cicatriz é mínima. O que é perigoso é realmente o diagnóstico tardio que pode levar o paciente para um quadro de infecção grave.

Fabiana Santos é jornalista, casada, mora em Washington-DC, mãe de Alice, de 6 anos, e de Felipe, de 13 anos, que agora está zerado e sem o apêndice - órgão que não serve pra nada, só pra dar trabalho!

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