Crianças estão desenhando mais cientistas mulheres

Crianças estão desenhando mais cientistas mulheres

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Entre 1966 e 1977, um grupo de pesquisadores deu a mais de 5.000 crianças em idade escolar uma instrução simples: desenhe um cientista.

As crianças fizeram cientistas de todos os tipos: alguns com uniformes brancos, alguns olhando em microscópios, outros com barba. Mas das 5.000 crianças, apenas 28 - menos de 1% - desenharam uma mulher.

Desde que os resultados desse estudo foram publicados em 1983, o experimento “Draw-A-Scientist” (“Desenhe um Cientista”) foi repetido dezenas de vezes. Agora, uma nova análise, publicada na revista Child Development, analisou 78 estudos de crianças americanas - algumas concluídas em 2017 - para ver como as coisas mudaram.

"Considerando que as crianças podem ter uma representação maior de cientistas do sexo feminino hoje em dia e estão vendo mais cientistas do sexo feminino na mídia, queríamos saber: como estas mudanças culturais influenciam as imagens das crianças? Os estereótipos das crianças mudaram junto com eles?” Diz David Miller, doutorando em psicologia na Northwestern University e um dos autores do estudo. "A conclusão básica é que, de fato, sim.”

Miller e seus colegas descobriram que crianças menores de seis anos desenharam cientistas do sexo masculino e feminino quase em igual medida. Foi somente ao chegar ao ensino fundamental e médio que os estudantes começaram a ilustrar significativamente mais cientistas do sexo masculino.

"As mulheres ainda estão sub-representadas em alguns campos, então faz sentido que as crianças expostas a esse ambiente ainda estejam reproduzindo esses estereótipos", diz Miller. "O que é importante considerar é garantir que esses estereótipos não limitem injustamente o interesse das meninas pela ciência - garotas que realmente se interessam por ciência podem investir nisso”.

Este texto é uma tradução livre de um artigo publicado na revista "Time".

 

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