Receita de vó: o que você guarda na sua memória afetiva?

Receita de vó: o que você guarda na sua memória afetiva?

Na última semana choveu todos os dias por aqui. Reflexo de uma primavera, onde vira e mexe tem "pancadas de chuva". Toda vez que chove, eu consigo ouvir na minha mente, a voz da minha avó paterna Silvana (a melhor que já existiu no planeta!) repetindo sempre  a mesma frase quando me via reclamar da chuva.

Num ritmo só dela, com aquela voz doce que só ela tinha, ela dizia: “A chuva não faz mal aos passarinhos”. O que em inglês, quando eu traduzo esta história para as minhas amigas aqui, faz a frase ficar ainda mais poética: “The rain doesn’t hurt the little birds”.

Já adulta eu entendi o que a minha avó queria me dizer. Nas entrelinhas da sua sabedoria, fé e estusiasmo diante da vida, ela tentava me explicar que ainda que algo não seja tão bom para nós, ainda que algo chato aconteça, existe um propósito ali. 

E é assim que toda vez que chove, uma série de lindas memórias se desencadeiam na minha cabeça. O coração aperta de saudade, mas o fato de eu ter tanta coisa boa da minha avó dentro de mim me faz sentir muito orgulho das minhas origens. 

E toda vez que chove eu tento reproduzir para os meus filhos o mesmo tom de voz da minha avózinha dizendo: "A chuva não faz mal aos passarinhos". 

Tenho certeza de que você que me lê agora tem na sua memória afetiva alguma coisa boa que você trouxe para a sua vida de alguém muito especial da sua família. E o melhor que você pode fazer com este presente é passar adiante para os seus filhos. 

Fabiana Santos é jornalista, casada, mãe de Felipe, de 13 anos, e de Alice, de 7 anos. Eles moram em Washington-DC. Sua avó Silvana, falecida a 10 anos, foi a pessoa mais otimista que ela conheceu na vida. Por causa dela, Fabiana aprendeu a conversar com Deus. 

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