Precisamos falar sobre sarampo e a importância da vacina

Precisamos falar sobre sarampo e a importância da vacina

A região das Américas, incluindo obviamente o Brasil, foi a primeira do mundo a ser declarada livre de sarampo, em 27 de setembro de 2016. A Organização Pan-Americana de Saúde comemorou o feito histórico na época, resultado de um esforço de 22 anos de divulgação da vacina. E agora estamos diante de uma triste realidade: o sarampo voltou. Seis estados brasileiros já registraram a doença: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Amazonas, Roraima e Rondônia. 

O sarampo é uma doença viral que pode causar graves problemas de saúde, inclusive pneumonia, cegueira, inflamação do cérebro e até mesmo a morte. A principal medida para prevenir o vírus do sarampo é a vacinação. Não existe outra forma de se evitar. Qualquer coisa que você leia ao contrário disso: será fake news e você estará seriamente colocando a vida dos seus filhos em risco. Não sou eu que digo isso. Mas a Organização Mundial de Saúde e t-o-d-a-s as Sociedades de Pediatria do mundo.

Toda criança precisa tomar duas doses da vacina tríplice viral contra o sarampo: uma dose aos 12 meses de vida e a segunda dose aos 15 meses. A orientação do Ministério da Saúde é que os adultos de até 49 anos, que não tenham provas de que tomaram a vacina, também procurem se vacinar. 

Os sintomas do sarampo são febre alta, acima de 38,5°C, manchas vermelhas generalizadas na pele; tosse; coriza; conjuntivite e manchas brancas que aparecem na boca, de 1 a 2 dias antes do aparecimento das manchas na pele.

“É uma situação bastante séria. E há duas causas prováveis: primeiro é o enfraquecimento das políticas públicas que pode estar trazendo prejuízo aos programas do SUS para a vacinação. E em segundo são as pessoas que são contra vacinas, que já é uma praga nos Estados Unidos e já está surgindo no Brasil. É preciso campanhas do Ministério da Saúde, porque vacina é algo que precisa ser sempre lembrado”, reforça o pediatra Daniel Becker.

É bem verdade que vários especialistas em imunização dizem que o fato das doenças estarem erradicadas, fazem as pessoas se esquecerem da necessidade de se proteger. Mas o grande problema é que as doenças podem voltar, como está acontecendo agora. Não bastasse o sarampo, existe ainda uma outra preocupação: a poliomielite. Segundo o Ministério da Saúde, 312 municípios brasileiros estão com cobertura vacinal abaixo de 50% para a doença. Ou seja, menos pessoas têm buscado se vacinar contra poliomielite. 

Em qualquer publicação séria é possível descobrir a verdade e derrubar os mitos que sinceramente atrapalham. Por exemplo: vacinas não causam autismo. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) já explicou que um estudo ligando vacina ao autismo, datado de 1998, foi falho e fraudado. 

Não tem nada de bacana a moda americana dos anti-vaxxers. Nos Estados Unidos, os casos de sarampo também reapareceram. Ao concluir esse texto, já havia o registro de 3 crianças que morreram vítimas do sarampo no Brasil, neste 2018. A última delas, um menininho de 7 meses, em Manaus. Talvez pra você, vacinar um filho é tão óbvio quanto a necessidade de alimentá-lo. Mas ainda assim eu insisto em reforçar o quanto isto é fundamental. Que tal conferir na caderneta se as vacinas do seu filho estão todas em dia?

Dica de leitura: o livro “Recusa e Vacinas - Causas e Consequências”, do infectologista Guido Levi, da Sociedade Brasileira de Imunizações, apresenta informações bem relevantes sobre a importância da vacinação. O livro tem download grátis.

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