A incrível geração de mulheres buscando elas mesmas

A incrível geração de mulheres buscando elas mesmas

Elas estão por todos os lados. Talvez eu consiga enxergá-las tão facilmente porque eu mesma sou uma delas. Eu e muitas das minhas amigas estamos beirando os 40, fase em que a gente se dá conta que metade da vida já foi e se pergunta o que vai fazer com o tempo que ainda resta. 

Fase em que a gente percebe que o tempo está se tornando escasso, que não há mais lugar para mediocridade, para o “rótulo dos outros” - apenas para o essencial, para o nosso essencial. Ou talvez seja porque independente da idade, chega uma hora fica claro que as respostas para nossas grandes questões na vida não estão em nenhum lugar, que não seja em nós mesmas.

Olhe com atenção e você vai enxergá-las também. É mãe que deixou os filhos um mês com o marido e foi para um Ashram na Índia, a colega de trabalho que depois de anos tomando coragem resolveu começar a pintar aquarelas. A vizinha que jura de pé juntos que é outra pessoa depois que começou com suas afirmações positivas.  A amiga da amiga da amiga que resolveu aprender a velejar e a outra que se matriculou em um curso de dança.  Ah e não vamos esquecer daquela amiga solteira, que depois de amargar um babaca atrás do outro, resolveu suspender a “caça ao macho”,  entregar o destino para Deus (ou para as vibrações positivas) e ser feliz investindo na única coisa sobre a qual ela tem de verdade controle: ela mesma. 

Acho que existem vários caminhos para a gente evoluir, para a gente se conectar com a nossa própria luz. Se você me perguntar sobre o meu, vou repetir mil vezes: meditação, meditação e meditação. Mas acho que o mais interessante de tudo não é o caminho de um ou do outro. O que acho incrível é ver o movimento. Esse monte de mulheres tirando dos maridos, dos filhos, dos namorados, dos “crushs”, a missão impossível de fazê-las felizes e voltando-se para si mesmas: tentando viver e descobrir suas próprias verdades, seja lá em que contexto estejam. 

As mulheres mais bacanas que eu conheço estão focadas na sua evolução pessoal e espiritual. Não querem mais perder tempo se lamentando pelas coisas que não deram certo, querem desenvolver resiliência. Lutam pelos seus sonhos, sem esquecer de serem gratas pelo que já têm. Tem cada vez menos saco para falar da vidinha dos outros e em vez disso tentam ter conversas mais interessantes, divertidas e alegres. Querem desenvolver sua criatividade, aprender coisas novas. Cultivam amizades de todos os tipos. Perdoam. São generosas com os outros e -  muito importante -  são generosas com elas mesma.

Alguns podem achar que estou exagerando… mas tenho visto tantas mulheres evoluindo, escutando tantas histórias, que desconfio que existe uma revolução acontecendo: a revolução do amor próprio. Essas mulheres incríveis que estão se recusando a navegar pela vida com a cartilha dos outros vão conseguir mostrar ao mundo que quando a gente se ama, quando estamos em paz com nós mesmos e com as nossas escolhas, a gente é capaz de amar o mundo inteiro. 

Neste momento em que você se sente plena, não por causa dos outros, não por causa da casa na praia ou do carro novo, mas por causa da sua própria luz, da sua harmonia interna… neste momento mágico você se dá conta, que é enfim, feliz. 

Que você continue sua busca. E que você nunca esqueça que o que você está buscando está antes de mais nada em você mesma. Não delegue esta responsabilidade. 

Camila Furtado mora na Alemanha, e é mãe da Maria de 9 anos e do Gael de 7. Ela medita todos os dias e bebe muita cerveja - não todos os dias. :-) 

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