O poder transformador do amor

O poder transformador do amor

Quem nunca viu uma família em “pé de guerra” mesmo depois da separação dos pais? Ou talvez você seja a bola da vez: numa batalha sem fim com o seu ex-marido. Eu tenho bem conhecimento de causa a respeito. Sou filha de pais separados. Demorou um bom tempo, eu diria quase 20 anos, para que a convivência se tornasse amistosa. Meu pai, já falecido, que eu amo pra sempre e foi maravilhoso, teve seus momentos de infantilidade: não consegui ter, por exemplo, uma foto dele e da minha mãe juntos comigo no dia da minha formatura. 

Foi pensando na minha história que eu me emocionei com a história da Tarciane, que gentilmente me deixou compartilhá-la aqui no blog.  Ela também é filha de pais divorciados:

“Desde que eu me entendo por gente só me lembro de ver meus pais brigando. Nunca os vi em nenhum momento conversando calmamente e muito menos sendo carinhosos um com o outro. Meu pai trabalhava demais e nunca soube demonstrar o amor que sentia pela minha mãe. Ela abriu mão de sua profissão para se dedicar à família. Eles trabalhavam juntos e nunca se entenderam. 

Eles se divorciaram depois de quase 23 anos de casados e ainda assim brigavam. Depois que eu casei, por exemplo, quando eu comemorava meu aniversário na minha casa era sempre um constrangimento. O primeiro que chegasse entrava, mas se o outro visse o carro do outro na rua: ia embora para não se "trombarem" no mesmo lugar. 

Me sentia péssima com coisas assim, sofria demais. Até que veio Gabriela, minha primeira filha, depois Isabela, a segunda, e agora Alice, minha sobrinha, filha do meu irmão mais novo. Elas vieram para reconectar minha família. Elas reuniram meus pais, não como marido e mulher, mas como avós.

As netas trouxeram paz e amor na minha família. Elas conseguem fazer com que os dois fiquem juntinhos em prol delas. Elas trouxeram aquele momento agradável de tranquilidade que eu sempre quis ter na minha infância. Elas são anjos que transformaram meu pai e minha mãe em pessoas melhores. 

No último dia dos Pais, fomos todos para a chácara do meu pai. Meu pai é apaixonado pela comida da minha mãe. E assim, da maneira mais desprendida do mundo, minha mãe foi lá com todo amor e carinho cozinhar pra ele, para o pai dos filhos dela.

Hoje em dia, ambos têm namorados, se respeitam, se preocupam um com o outro e estão felizes. E eu? Choro e me transbordo de alegria em poder viver isso. Meus pais não souberam ser felizes no casamento, mas sabem e conseguem ser os melhores avós desse mundo”.

Quanto tempo a gente perde de vida com desentendimentos? Se a gente pudesse se dar conta de que tantas guerras travadas são inúteis. E que elas ainda podem trazer tanto mal a quem a gente tanto ama. Se a gente pulasse o que nos faz perder tempo e chegasse logo a maturidade do amor tranquilo… como isto seria bom. 

A melhor pior mãe do mundo

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Eu julgo, tu julgas, ela julga...

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