Uma nova pesquisa aponta que o tempo de exposição à telas pode comprometer a inteligência do seu filho

Uma nova pesquisa aponta que o tempo de exposição à telas pode comprometer a inteligência do seu filho

A conclusão do mais recente estudo sobre tempo de exposição de uma criança a telas é de que quanto mais exposta a estas tecnologias, pior o desempenho em testes de desenvolvimento. Sim, o quoeficiente de inteligência (Q.I) pode estar em jogo quando a gente acha um alívio ver que a criança está quietinha vendo tv, mexendo ou assistindo o celular ou computador.

O estudo foi publicado na revista americana “JAMA Pediatrics” e encontrou uma associação direta entre o tempo de tela aos 2 e 3 anos e o atraso no desenvolvimento da criança aos 3 e 5 anos. O que significa que há comprometimento nas áreas de comunicação, habilidades motoras, resolução de problemas e habilidades sociais pessoais. Sinais de tal desenvolvimento podem ser vistos em comportamentos como ser capaz de empilhar um pequeno bloco ou um brinquedo um em cima de outro.

A Academia Americana de Pediatria recomenda limites no uso da tela para crianças de 2 a 5 anos a apenas uma hora por dia de programação. "Em média, as crianças em nosso estudo estavam vendo telas de duas a três horas por dia. Isso significa que a maioria das crianças em nossa amostra está excedendo as diretrizes pediátricas de não mais do que uma hora de programação por dia". disse Sheri Madigan, professora assistente e responsável pela pesquisa do desenvolvimento infantil na Universidade de Calgary.

"O estudo mostra que, quando usado em excesso, o tempo de tela pode ter consequências para o desenvolvimento das crianças. Os pais podem pensar na exposicão às telas como dar comida aos seus filhos: em pequenas doses, tudo bem, mas em excesso, tem consequências”, diz a pesquisadora. 

Para cada criança no estudo, a mãe completou questionários relacionados ao desempenho da criança em testes de desenvolvimento aos 24, 36 e 60 meses de idade. As mães também relataram o tempo que seus filhos passaram usando dispositivos de tela em um dia típico de semana e fim de semana.

Os pesquisadores descobriram que o maior tempo de tela aos 24 meses foi associado com pior desempenho nos testes de desenvolvimento aos 36 meses, e maior tempo de tela aos 36 meses foi associado com escores mais baixos nos testes de desenvolvimento aos 60 meses.

"Até onde sabemos, o presente estudo é o primeiro a fornecer evidências de uma associação direcional entre tempo de tela e desempenho ruim em testes de triagem de desenvolvimento entre crianças muito jovens", escreveram os pesquisadores.

Alguns fatores importantes poderiam ajudar a explicar as ligações entre níveis mais altos de tempo de tela e pior desempenho em testes de triagem de desenvolvimento, disse Douglas Gentile, professor de psicologia da Iowa State University que não esteve envolvido na nova pesquisa, mas estudou os efeitos do uso da mídia em crianças.

"É notável que o tempo de tela reduziu o sono das crianças mesmo nessa idade precoce e reduziu a leitura dos pais para crianças, que sabemos ser um forte preditor de resultados positivos para crianças, como QI mais alto", disse Gentile.

Para crianças mais velhas, os pais são encorajados a desenvolver planos de mídia personalizados para seus filhos, mas a Academia Americana de Pediatria observa que todas as crianças e adolescentes precisam de pelo menos oito horas de sono, uma hora de atividade física e um tempo longe da mídia por dia.

O artigo completo em inglês pode ser lido aqui.

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