O perigo invisível nas piscinas de bolinha

O perigo invisível nas piscinas de bolinha

Eu entendo bem que não podemos, nem devemos, ser “mães neuróticas”. Concordo com o conceito de que as crianças precisam fortalecer o sistema imunológico e por isso não podemos criá-las numa bolha constante. Mas a pergunta que eu faço é: a gente precisa mesmo expor nossos filhos a um espaço com bactérias concentradas?


Um estudo descobriu algumas verdades sobre as tais piscinas de bolinhas: coloridas, divertidas e… bem sujas. O trabalho da “University of North Georgia”, publicado no “American Journal of Infection Control”, encontrou 31 tipos diferentes de bactérias nestas piscinas, alguns ligados a infecções da bexiga, do coração e da pele. E ainda outros que podem causar doenças graves, como meningite.


Um dos locais pesquisados tinha uma média de 170.818 bactérias por bola. O estudo analisou as piscinas de bolas nos centros de fisioterapia dos Estados Unidos, usadas para desenvolver as habilidades motoras das crianças. Os pesquisadores também descobriram fungos que podem causar infecções em crianças com sistemas imunológicos mais fracos.


Eu preciso dizer que meus filhos, quando pequenos, frequentaram estes lugares, em shoppings e parques. E eu hoje fico quebrando a cabeça pra pensar como eu achava estes espaços inofensivos, como eu não enxergava o óbvio. Um monte de criança mexendo com as mesmas bolinhas, encostando a boca, umas com nariz escorrendo, outras com machucados, outras com alergias de pele… tudo isso junto e misturado nunca poderia resultar num ambiente saudável. Eu tenho uma amiga que me contou que o filho dela, quando tinha 3 anos, saiu de uma piscininha dessas segurando um band-aid usado! E não era dele!


Não tem como dizer que não é bem assim, porque é. Não imagino um estabelecimento pegando uma a uma as mil bolinhas de uma piscina e passando desinfetante nelas todos os dias. E olha que não faltam propagandas de piscinas gigantes por aí. Vi uma reportagem mostrando uma piscina com 300 mil bolinhas numa cidade brasileira. Imagina? 


Este é um ótimo exemplo daquelas situações em que muita gente diz: “Ah… quanto mimimi. Meus filhos brincaram demais nessas piscinas e nunca tiveram nada”. Pois é. Mas hoje temos mais estudos, mais informação. E se a sua criança (como foi o caso dos meus filhos) saiu ilesa de uma piscina de bolinhas: teve sorte.

Neste artigo aqui estão os nomes dos cientistas e mais detalhes sobre a pesquisa citada.

Você sabe o que fazer se uma criança engasgar?

Você sabe o que fazer se uma criança engasgar?

Você sabe o que fazer se o seu bebê engasgar?

Você sabe o que fazer se o seu bebê engasgar?