Um aviso aos pais e mães desesperados pela vitória dos filhos no esporte

Um aviso aos pais e mães desesperados pela vitória dos filhos no esporte

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O interesse de muitos pais nos Estados Unidos pelo sucesso dos filhos no quesito esportivo chega a virar obsessão. Muitas famílias apostam literalmente tudo para que esses filhos consigam uma bolsa de estudos numa boa universidade, por meio do bom desempenho em algum esporte. O peso que muitas crianças carregam com isso é impressionante.


É a corrida pelo “College”. Algo que os pais passam para os filhos como “meta de vida”. Acompanhar pais em volta de qualquer quadra, campo ou piscina é assistir sempre alguns destemperados, pra não dizer desesperados, para verem os filhos vencerem.  Já me deparei com diversas cenas tristes em campeonatos de futebol do meu filho. Pais agressivos, incitando a agressividade das crianças em campo. Teve uma vez que um pai foi até mesmo expulso da beira do campo pelo juiz, proibido de continuar acompanhando o jogo, por causa da falta de compostura. De outra vez, uma mãe gritava tanto, xingava tanto, provocando um clima de total constrangimento durante a partida.


Por isso, um aviso pregado na entrada de um torneio de voleibol, que meu filho participou no último fim de semana, me deixou bem intrigada. Na verdade, gostei muito do que li. O torneio tinha 350 jogadores, com idades entre 14 e 18 anos. 35 times no total. É organizado por uma universidade e por isso o torneio se chama “George Mason University”, no estado da Virginia.

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Os organizadores quiseram deixar bem claro logo no portão de entrada algumas reflexões. Coisas que um filho bem poderia dizer ao próprio pai que só pensa no filho “vencer a qualquer custo”:

EU AINDA SOU UMA CRIANÇA;

ISTO É APENAS UM JOGO;

EU CONFIO NO MEU TREINADOR, VOCÊ TAMBÉM DEVERIA CONFIAR;

EU APRENDO COM OS MEUS ERROS;

NENHUMA BOLSA DE ESTUDO DE FACULDADE SERÁ ENTREGUE HOJE;

ISTO NÃO É UMA OLIMPÍADA;

ME PREPARE PARA A ESTRADA, NÃO QUEIRA PREPARAR A ESTRADA PRA MIM.

Achei esse último conselho incrível. E diz muito sobre ser pai e mãe hoje em dia. É claro que a gente deseja uma estrada maravilhosa para os filhos. Mas ainda assim, se ela não estiver toda florida e pavimentada: que eles consigam atravessá-la com coragem pelo que a gente ensinou de bom a eles.


Fabiana Santos é jornalista, casada, mãe de Felipe, de 14 anos, e de Alice, de 7 anos. Eles moram na região de Washington-DC. Fabiana também é consultora para mães fora do Brasil por meio de atendimento por Skype. Agende uma sessão com ela pelo email: tudosobreminhamaeblog@gmail.com









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