Com o filho no colo, mãe solo recebe diploma em Harvard

Com o filho no colo, mãe solo recebe diploma em Harvard

Não são muitas as crianças de 1 ano que podem participar de uma formatura. Ainda mais sendo a turma da Faculdade de Direito na Universidade de Harvard, a mais antiga dos Estados Unidos e uma das mais prestigiadas do mundo.

Mas Evelyn, devidamente paramentada com toga e chapéu de formanda, ganhou seu espaço no palco. Afinal de contas, ela esteve com a mãe, Briana Williams, de 24 anos, em muitas aulas.

Briana é mãe solo e estava bem emocionada depois de receber seu diploma enquanto carregava Evelyn.

"Dizer que meu último ano na faculdade de direito, com um recém-nascido e como mãe solo, foi um desafio seria um eufemismo”, escreveu ela nas redes sociais. "Alguns dias eu estava tão mentalmente e emocionalmente fatigada que não saí da minha cama", ela admitiu.

A logística de ter uma criança e estudar era um desafio, e às vezes ela deixava seu bebê em um carrinho de bebê para assistir às aulas.

"Eu não imaginava que, aos 24 anos, como mãe solo, eu seria capaz de passar por uma das posições mais intelectualmente rigorosas e desafiadoras da minha vida", confessou. "Obrigada por me dar força e coragem para ser invencível", escreveu ela a seu filho. "Vamos continuar vencendo todas as batalhas, baby".

Ela é a primeira de uma família de seis filhos a se formar na faculdade. “Eu fui para a faculdade com uma mala e um par de sapatos, segurando uma bíblia que minha irmã mais velha tinha guardado na minha bolsa”, lembrou ela.

Quando ingressou no curso de Direito de Harvard, teve que encarar um ambiente com as mentes mais brilhantes do mundo e sentiu-se “assustada”. Ela também tinha mais dificuldades para enfrentar: além de estudar, precisava trabalhar como garçonete para se manter.

Como estudante, ela se preocupou com os direitos dos negros e das mulheres. Durante seu terceiro ano em Harvard, foi diretora de comunicação da Associação dos Estudantes Negros de Harvard. Por conta de sua origem minoritária, ela procurou um espaço para se fortalecer. "Eu me assegurei de participar de cursos que contextualizassem a lei nas questões de negritude, feminilidade e renda."

Após a formatura, ela está preparada para trabalhar em uma "grande firma de advocacia em Los Angeles", onde planeja atender também casos pro bono, ou seja, para quem não possui recursos de arcar com custos de processo. “No começo, eu era a anomalia da minha comunidade “marginalizada”. Então, como mãe solo, tornei-me uma estatística. E agora, peço a Deus que, por causa do meu filho, eu seja um exemplo ”, disse Briana.

Este texto foi uma adaptação livre da reportagem em inglês que você encontra aqui.


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