O que você pensa ser frescura pode ser depressão pós-parto, então não julgue

O que você pensa ser frescura pode ser depressão pós-parto, então não julgue

Foto: Arquivo pessoal de Bárbara Guimarães

Foto: Arquivo pessoal de Bárbara Guimarães

Eu tirei essa foto num sábado. Meu bebê tinha 3 meses.

No domingo, chamei minha mãe em casa e lhe contei que tinha vontade de morrer.

E então, você pode estar perguntando: "Você amava seu filho?"

Sim, desesperadamente.

"Você queria morrer?"

Sim, desesperadamente.

Um dos sintomas da depressão pós parto é o medo exagerado de que algo aconteça ao bebê. Então, ao criticar qualquer mãe, por ser "tão fresca", pode ser que você esteja fazendo duas coisas tristíssimas e cruéis com uma mulher que acaba de ter um bebê: julgando e se omitindo.

Outro sintoma é correr pro sono. Enquanto você está dormindo, não está sofrendo. Talvez, essa mulher recém parida a quem você chama de preguiçosa, esteja, simplesmente, deprimida. Talvez, profundamente deprimida.

O processo interno pelo qual passei foi severo e durou ANOS. Demandei apoio de toda natureza, auxílio médico, terapêutico, familiar. E porque eu tive todo esse apoio, minha vida seguiu.

Como no dia da foto, com a alma quebrada, eu me empenhei em, externamente, levar da melhor maneira a vida: em família, no trabalho, no mundo. Mas, do lado de dentro, eu é que sei.

Então, queridas mães do meu coração, por favor, não julguem mulheres que acabaram de ter um bebê.

Pode ser frescura, pode ser preguiça. Se for, o que temos com isso? Se não for, estaremos disponíveis pra ajudar? Depois do que passei, toda mulher que tem um bebê pequeno passou a ser sagrada pra mim. #oamoreoquenosune

Bárbara Guimarães mora em Belo Horizonte e tem dois filhos: Miguel, de 9 anos e Ana, de 5. Nosso blog agradece a Bárbara por nos deixar publicar a sua experiência.

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