Porque tratar seu parceiro como bebê pode atrapalhar seu relacionamento

Porque tratar seu parceiro como bebê pode atrapalhar seu relacionamento

Não há justificativa se o seu parceiro ou parceira não acorda a tempo, tem mau gosto com roupas, se esquece dos compromissos ou dos remédios, perde as chaves do carro ou nunca consegue tomar decisões. O fato é que você virar mãe ou pai do seu parceiro ou parceira, na verdade está mostrando a ele ou ela uma falta de aceitação e falta de respeito.

Se você tem um marido imaturo ou irresponsável, talvez precise dizer pra si mesma com frequência: sou sua esposa, não sua mãe. Se você tem uma esposa imatura ou irresponsável, talvez precise dizer isso a si mesmo com frequência: sou seu marido, não seu pai.

Se colocar num papel parental e colocar o seu parceiro ou parceira no papel de criança é humilhante para o seu companheiro ou companheira e realmente contraproducente. Seu parceiro ou parceira vai se magoar de você assumir esse papel de controle e provavelmente esta postura vai prejudicar muito seu relacionamento conjugal.

As coisas que você acha que está fazendo de bem para o seu parceiro ou parceira, são apropriadas apenas nas suas interações com seus filhos mas não com a pessoa que você deveria dividir tarefas. Embora você possa adquirir o hábito de se comportar assim se tiver filhos, é importante lembrar a diferença entre esses relacionamentos.

Alguns desses comportamentos são mais óbvios do que outros, mas todos espelham que você não está tratando seu marido ou esposa como pessoa adulta e não está dando o status de parceria ao seu relacionamento:

-Você escolhe as roupas que você acha que seu parceiro deve usar.

-Seu estilo de conversa com ele ou ela é conversa de bebê ou um tom de voz maternal ou parental.

-Você faz o prato do seu parceiro ou parceira, corta a carne e/ou importuna para que ele ou ela coma todos os legumes do prato.

-Ao viajar, você empacota a mala do seu parceiro ou parceira.

-Você define como deve ser o corte de cabelo dele ou dela.

-Você é o lembrete oficial de sua família, seja para tomar remédios, terminar uma tarefa ou estar na hora certa em algum lugar.

-Você acredita que um dos seus papéis é corrigir o comportamento do seu parceiro.

-Você costuma atender a todas as suas necessidades.

-Você é superprotetora/superprotetor.

-Você acompanha e responde às consultas médicas do seu parceiro ou parceira.

-Você compra as roupas do seu parceiro ou parceira.

-Você preenche formulários médicos ou legais dele ou dela.

-Você deixa que ele ou ela se sirva primeiro.

-Você dá conta dos pertences do seu parceiro ou parceira, como óculos, chaves do carro ou carteira.

A primeira coisa que você precisa fazer é perceber que mostrar cuidado com seu parceiro ou parceira é normal e esperado. Mas existe uma linha que se cruza entre o demonstrar carinho e atenção e o tratar como filho que requer outro tipo de proteção e também ensinamento. 

Esteja atenta ou atento às suas ações e pare de tratar seu parceiro ou parceira como uma criança. Deixe que ele ou ela possa errar e ter que enfrentar as conseqüências de ser esquecido ou ter tomado uma decisão errada. Quem sabe seja interessante criar um calendário de responsabilidades para sua família, mas que fique claro que mantê-lo atualizado é responsabilidade de todos. Evite falar em tom "parental" com seu parceiro ou parceira. Sabe aquele jeito de lição de moral, como a gente faz com as crianças? Então…

Aceite que seu cônjuge realmente não gosta de ser tratado como uma criança. E lembre-se, se você tiver filhos, criança precisa ser tratada como criança e adulto como adulto. E esta é uma ótima lição para todos. 

Este texto é uma tradução livre para o português. O original em inglês você encontra aqui.

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